Vendas do comércio crescem 9,9% em 2007, aponta IBGE
O volume de vendas do comércio varejista no Brasil cresceu 9,9% no ano passado, em comparação com 2006, aponta pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta segunda-feira. A receita nominal do setor aumentou 14,1% em 2007 (veja gráfico no fim deste texto).
É a primeira vez que a instituição calcula o desempenho do comércio com ajuste sazonal, ou seja, buscando neutralizar as diferenças entre os diversos períodos comparados.
Na série sem esse ajustamento, o crescimento do comércio foi de 9,6%, o maior desde 2001, quando a pesquisa começou a ser realizada.
Desempenho mensal
Em dezembro de 2007, houve um crescimento de 9% nas vendas e 13,1% na receita nominal, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, na série com ajuste.
Já em relação a novembro, as vendas em dezembro do ano passado permaneceram estáveis; a receita nominal cresceu 0,4%.
Sem ajuste sazonal, o volume de vendas cresceu 9% sobre dezembro de 2006 e acumulou 9,6% no ano. Já a receita nominal cresceu 13,1% em relação a igual mês de 2006 e acumulou 11,8% no ano.
Hipermercados se destacam
As vendas no segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo cresceram 6,4% em relação a 2006, correspondendo a um terço da taxa de crescimento de todo o comércio do país. Segundo nota divulgada pelo IBGE, "esse desempenho refletiu as melhoras da renda e do emprego e a expansão do crédito".
O segundo maior impacto no resultado total foi o do ramo de móveis e eletrodomésticos, que cresceu 15,4% em volume de vendas e contribuiu com 24% na taxa global. "Condições favoráveis de crédito ao consumo, melhoria do rendimento real e do emprego e da queda nos preços, proporcionada pela concorrência dos importados, foram os principais fatores de sustentação do resultado positivo da atividade pelo quarto ano consecutivo", afirma o IBGE.
O maior crescimento foi o de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com uma taxa de 29,4%. O setor de combustíveis e lubrificantes teve o menor crescimento, de 5,1%. Nenhum dos dez segmentos em que se divide a pesquisa apresentou retração. |
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