Inadimplência no comércio chega a R$6.000.000,00
Valor é referente a dívidas de consumidores registradas em Jaú.
A dívida total dos inadimplentes no comércio em Jaú chega a R$ 6,5 milhões. O número, referente ao final de janeiro, é do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Em um ano, o montante registrou aumento de quase R$ 1 milhão (veja quadro). Atualmente, há 18.043 registros no órgão. O crescimento causou surpresa para representante de entidade do comércio. Lojistas sofrem com cheques sem fundos e dão preferência a cartões de crédito.
Para o presidente da Asso-ciação Comercial e Industrial de Jaú (Acij), Ademar Borgo, é preciso analisar qual segmento do setor comercial foi o principal atingido pela inadimplência nos últimos meses. “Pode ser que sejam nas financeiras, nos bancos ou nas lojas de rede. É um aumento considerável, fiquei surpreso.”
Somente em janeiro, foram incluídos 593 novos registros, ante 367 exclusões da lista de maus pagadores no Município. Em dezembro, excepcionalmente, o total de entradas foi inferior ao de saídas (veja quadro). “Com a entrada do 13º salário, o pessoal aproveita para saldar dívidas”, diz gerente do SCPC em Jaú, Viviani Nardi.
O presidente da Acij afirma que, em seu estabelecimento, não houve alta na inadimplência, que fica em torno de 5% do faturamento. “Fazer uma boa ficha cadastral, com maior número de dados possível, e procurar sempre usar as informações do SCPC antes de efetuar a venda a prazo são cuidados imprescindíveis.” Certificar-se de que o comprador esteja empregado e não autorizar crédito muito alto são outros cuidados para garantir o pagamento.
Cheques
Para combater a inadim-plência, Hélio da Silva Junior, 28 anos, gerente de outra loja no Centro de Jaú, diz que a empresa faz consultas a todos os cheques que recebe. “Se tiver qualquer restrição, mesmo que antiga, não aceitamos. Dessa forma, evitamos não receber uma conta. Também damos preferência para cartões de crédito e para nosso próprio cartão. Assim, temos conseguido nos manter sem grandes problemas”, fala Silva Junior.
Justamente os cheques – sem fundos – são os principais causadores do aumento do não-pagamento na visão do gerente de loja Carlos Alberto Caires, 21 anos. Desde o ano passado, Caires calcula que a inadimplência cresceu pelo menos 6%, porcentual superior à inflação registrada durante todo o ano de 2007, que foi de 4,46% de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). “Nosso pior problema foram os cheques. As pessoas gastaram demais no final de ano e agora não conseguem acertar todas as contas. Evitamos aceitar cheques. Se pudesse, colocaria uma placa na porta da loja alertando que não aceitamos cheques, mas não posso fazer isso”, declara.
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